quarta-feira, 2 de junho de 2010

NOTÍCIA: Assembleia Mundial de Saúde defende limite a publicidade de alimentos não saudáveis

01/06/2010
Lideranças da saúde pública do mundo se reuniram em Genebra na semana passada, por ocasião da Assembléia Mundial da Saúde, e defenderam novos limites à publicidade de alimentos não saudáveis para as crianças, como medida para conter a epidemia global doenças não transmissíveis.

O apelo foi feito por uma resolução emitida pela 63ª Assembleia Mundial da Saúde, que se reuniu na semana passada na sede da Organização Mundial da Saúde. Os líderes da Saúde manifestaram preocupação com as crescentes taxas de sobrepeso e obesidade, entre os fatores de risco mais importante para as doenças não transmissíveis, como diabetes, doenças cardíacas e câncer, e sua relação com o consumo de alimentos ricos em gordura, açúcar e sal.

Na resolução, a Assembleia observou que cerca de 42 milhões de crianças menores de 5 anos estão com sobrepeso ou obesos, e mais de 80% dessas crianças vivem em países em desenvolvimento. O documento avalia que é necessário que tanto os governos quanto sociedade civil e parceiros do setor privado trabalhem em conjunto para reduzir o efeito negativo para as crianças sobre a publicidade de alimentos ricos em gordura, açúcar e sal.

Vários estudos indicam que a publicidade de alimentos para crianças é generalizada em todo o mundo e na maioria dos casos os alimentos alvo dela são ricos em gordura, açúcar ou sal. Vários países optaram por políticas e legislação para limitar esse tipo de publicidade e empresas de alimentos do setor privado adotaram medidas voluntárias para reduzir a publicidade. No Brasil há grande mobilização neste sentido.

A Assembleia Mundial de Saúde registou, no entanto, que os governos estão melhor posicionados para promover os objetivos da saúde da população e solicitou aos Estados Membros a adoção de um plano global para restringir a publicidade de alimentos não saudáveis. A Assembleia também afirmou que os países devem proibir a publicidade desses alimentos em creches, escolas e postos de saúde da família e da criança. Entre as recomendações específicas feitas pelas lideranças estão claramente definidas as políticas de restrição da publicidade de alimentos para crianças seja em diferentes grupos etários, locais, horários e tipos de alimentos; políticas que visem publicidade nacional e internacional e as disposições estabelecer mecanismos de acompanhamento e avaliação para que ele possa medir o impacto de novas políticas sobre o consumo de alimentos pouco saudáveis.



http://www.asbran.org.br/

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